Publicado em

14 de janeiro de 2021

Escola do Turismo de Portugal //

Porto

A Formação Contínua na era do Digital

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As pessoas são o principal ativo de qualquer empresa e a sua contínua aprendizagem ao longo da vida não só as beneficia do ponto de vista individual mas sobretudo profissional.


Fazer a gestão dos colaboradores para a transformação digital significa reformular competências e promover novas formas de trabalho, e um processo de transformação digital só terá sucesso se as equipas estiverem preparadas para os desafios em constante evolução neste domínio. As diferentes equipas para estarem preparadas e poderem tirar partido das inovações tecnológicas e poderem acompanhar a evolução da digitalização que atravessa o mundo empresarial terão que estar sujeitas a um investimento constante na sua formação contínua.


Está preparado como profissional? A sua equipa está preparada para a transformação digital?


O desafio do digital já tem cerca de vinte e cinco anos!


Assim, é fulcral o papel dos Recursos Humanos. A estes cabe a gestão das competências das equipas, dos seus conhecimentos e das ferramentas necessárias para adaptarem o seu desempenho à era digital, contribuindo para organizações mais capacitadas num mercado mais competitivo.


A importância da educação digital

Contestar a importância de se pensar e discutir sobre a educação digital é quase o mesmo que negar a pertinência da tecnologia no nosso dia-a-dia. O ambiente da educação é justamente um dos que mais necessidade tem de se renovar na Era da Informação. O caminho está traçado, a conectividade é geral, o mundo está intrinsecamente ligado e por isso temos que aprender a gerir os desafios sem nos prejudicarmos profissionalmente e de forma a que isso não afete também as nossas relações sociais.


As pessoas têm pouco tempo para estudar e precisam de um conhecimento que as motive, com aplicação prática o mais imediata possível, o foco está na aplicação do conhecimento no mercado de trabalho. Não se deveria continuar com os mesmos comportamentos na sala de aula, novas rotinas e atitudes disruptivas têm que definitivamente ser adotadas.


Conforme definiu o professor de Harvard Clayton M. Christensen, “a inovação disruptiva como a transformação de uma tecnologia, produto ou serviço em algo novo, mais simples, conveniente e acessível”.


O rompimento com os modelos tradicionais

A montante, é preciso romper com os modelos tradicionais, buscando uma nova metodologia que agregue mais pessoas ao processo educacional. Com caráter mais profissionalizante, talvez seja essa área a de maior facilidade para se adaptar à nova realidade e inovar a sua metodologia.


O professor deve reaprender a modificar o seu papel, aparecendo agora como um mediador e facilitador do processo de aprendizagem, não deixando nunca de perder a sua importância na orientação das matérias, ainda mais no atual contexto, em que os cursos têm uma duração menor, os temas a abordar são mais condensados e onde devem ser incentivados nos formandos/colaboradores, a autonomia, o protagonismo e a independência na gestão dos seus tempos de estudo.


Ao consentir que a pessoa participe do processo ativamente, colocando-a no centro da estratégia, permitindo que contribua com as suas experiências, possibilitando que identifique a relevância do conteúdo para aplicações práticas no dia-a-dia para a própria evolução e para a dos colegas, a probabilidade de êxito da formação é muito maior.


A educação digital é assim um processo ainda em andamento e que sempre andou em paralelo com a digitalização da comunicação, da informação e do comportamento.


O grande benefício da educação digital é que ela pode proporcionar aos formadores um amplo universo de métodos de ensino e visto do lado dos formandos é uma realidade que fomenta a democratização do acesso à informação, onde as distâncias deixam de ser obstáculos, o tempo pode ser muito mais bem aproveitado no conforto de cada lar, o tédio é combatido com soluções interativas que permitem uma aprendizagem mais rápida.


Resumindo, havendo um comprometimento por parte do aluno, uma aposta em aulas mais motivadoras e um bom planeamento das sessões, tudo junto resultará num melhor aproveitamento por parte de formandos e formadores e num maior índice de aproveitamento escolar.


A inclusão digital

Por último, e chamando a atenção para o assunto igualmente importante que é o da inclusão digital, e porque incluir é reconhecer a diversidade da aprendizagem, temos também que neste campo ser persistentes na busca de alternativas que favoreçam essa aprendizagem nas suas diferentes e diversas formas. Elas não acontecem provavelmente ao mesmo ritmo, nem empregando os mesmos instrumentos e materiais, e essa pluralidade faz de cada ser humano um indivíduo único cujos objetivos devem ser bem definidos, desenhados e acompanhados de forma a avaliar a sua eficácia e eficiência.


Na educação digital, não existem fórmulas mágicas, mas sim um conjunto de ferramentas tecnológicas que permitem que através da formação contínua se garanta uma atualização de conhecimentos por parte dos profissionais e um acompanhamento da evolução tecnológica por parte das empresas para que em conjunto se consigam posicionar num mercado cada vez mais competitivo e global.


Autoria:

Maria João Castilho

Assessora de Formação Executiva na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto


Fontes:

"A Educação no Mundo Digital: Desafios, Atores e Teorias"

António Dias de Figueiredo


"A Formação de Professores e a Utilização das Tecnologias Digitais nas Escolas"

Revista Portuguesa de Investigação Educacional, n.º 19, 2019, pp. 281-307

Marco Cruzeiro, António Andrade e Joaquim Machado


"Tecnologias digitais e formação continuada de professores"

Ricardo Antunes de Sá e Estela Endlish


Eurydice  Report – European Commission


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