Publicado em

29 de outubro de 2020

Escola do Turismo de Portugal //

Vila Real

Como a alimentação pode mudar-nos a vida

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Como a alimentação pode mudar-nos a vida?

 

Abordando a temática da alimentação saudável e mediterrânica que é uma das atuais linhas de desenvolvimento gastronómico na nossa Escola, hoje vou fazer uma pequena abordagem à dieta Macrobiótica e como esta pode ajudar-nos a melhorar a nossa condição de vida.

 

Foi depois de um incidente traumático com uma doença terminal de um familiar direto, que surgiu em mim a necessidade de procurar uma dieta alimentar alternativa que me proporcionasse um nível de vida mais saudável e feliz.

A verdade é que uma mudança de alimentação pode fazer autênticos milagres na qualidade de vida de uma pessoa.

 

Ao fazermos a transição para uma alimentação mais saudável começamos a ver muitas mudanças no nosso organismo, e isso faz com que nos sintamos mais leves, mais energéticos e felizes.

Estes fatores são fundamentais para um aumento da nossa autoestima e confiança, e são também o adquirir de um estilo de vida mais pleno e feliz.

 

Considerando sempre o estado atual de cada pessoa, tal como a sua idade, condição física e local onde reside, é necessário termos um aprendizado de como elaborar um menu diário saudável, completo e nutritivo, tendo em atenção as características e proporções dos diferentes alimentos que devemos colocar no prato, assim como a melhor maneira de os cozinhar.

De uma forma simples e sem termos de efetuar preparações muito elaboradas podemos ter no nosso menu diário todos os nutrientes necessários para equilibrar o nosso organismo.

 

Uma alimentação correta, complementada com atividade física e um estilo de vida descontraído e feliz aumenta-nos o nível de energia e de disponibilidade para com a vida e para fazer o que mais amamos.

 

Temos no entanto um problema, atualmente somos bombardeados com tanta informação contrária sobre alimentação e dietas alimentares que nos perdemos na busca do que poderá ser a dieta ideal e milagrosa para obtermos o que desejamos.

 

No tempo dos nossos avós e antepassados as pessoas não se questionavam sobre o que tinham que comer, havia uma intuição natural sobre os alimentos que consumiam, pois bastava que observassem a natureza e usavam na preparação das suas refeições o que esta lhes oferecia, nas épocas indicadas e nas quantidades necessárias.

 

Com o alargar do consumismo, e dos diferentes tipos de cultivo, como as estufas e a importação de alimentos vindos das mais variadas zonas do planeta, começámos a ser invadidos por produtos que não têm nada a ver com a nossa natureza interna. Que sentido faz consumirmos por exemplo frutas tropicais na Europa onde temos um clima completamente diferente do clima dos Países Tropicais? Se esse fosse o processo natural, então a natureza teria plantado mangas e papaias nos nossos solos.

 

Então como nos devemos alimentar?

Basta termos senso comum e dar preferência a alimentos integrais tal como a natureza nos oferece, sem refinamentos, consumir mais verduras e legumes (curiosamente, estes são os únicos alimentos comuns a todas as dietas existentes), reduzir ou eliminar o consumo de açúcar, reduzir o consumo de carnes vermelhas (não só pela nossa saúde mas pelo bem da sustentabilidade do planeta) eliminar os produtos processados,  aditivos, saborizantes, conservantes, etc...

 

Sabia que mais de 80% dos produtos que encontramos atualmente à venda num supermercado há 100 anos atrás não existiam?

 

Quando foi que perdemos a noção do que é um alimento e o que é apenas um produto comestível?

Quando foi que perdemos também o conhecimento de que um alimento não é apenas um conjunto de elementos nutricionais?

 

Segundo a Macrobiótica, que é uma dieta que se baseia em princípios e práticas que visam o equilíbrio em benefício do corpo, da mente e do planeta, existem qualidades nos alimentos que vão mais além dos seus componentes, e que, se estivermos atentos, podemos conseguir identificá-los e perceber a reação que cada um deles provoca no nosso corpo quando os ingerimos.

 

Cada alimento tem uma personalidade com muitos rasgos diferentes, um deles é a sua composição nutricional (quantidade de proteínas, gorduras, hidratos de carbono, vitaminas, minerais, ...) mas existem muitos outos rasgos que ainda não se têm em consideração na altura de escolher uma dieta alimentar.

 

Num alimento podemos identificar outros tipos de rasgos como por exemplo a velocidade de crescimento (rápido ou lento), a direção de crescimento (para dentro ou para fora / para cima ou para baixo), o ritmo de crescimento (regular ou irregular), o seu temperamento (medido em termos de húmido ou seco, quente, temperado, frio ou gelado). 

 

E o que tudo isto importa quando ingerimos um alimento?

Todos estes fatores vão passar essa informação ao nosso organismo e este vai reagir conforme a situação a que o expomos.

 

Se comermos um alimento muito frio, automaticamente o nosso organismo arrefece, como ocorre o contrário se consumirmos um alimento muito quente (pense em como se sente quando come um gelado ou bebe uma chávena de chá bem quente).

 

Por essa razão, uma vez mais, a natureza dá-nos alimentos no verão que nos ajudam a arrefecer o organismo e alimentos no inverno que nos ajudam a aquecê-lo.

 

Tendo conhecimento de estes, e muitos outros fatores, podemos então escolher, segundo a condição de cada um de nós, seja homem ou mulher, jovem ou idoso, ativo ou sedentário, os alimentos mais indicados para transformar a energia do nosso organismo de modo a encontrar o equilíbrio que tanto desejamos.

 

 

Ângela Oeiras

Formadora de cozinha/pastelaria

Especialização em Cozinha Macrobiótica (Instituto Macrobiótico de Portugal)

Coach Chef em Nutrição Macrobiótica (Instituto Macrobiótico de Andaluzia)

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