Publicado em

28 de Janeiro de 2021

Escola do Turismo de Portugal //

Portalegre

Enoturismo e a formação técnica

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Os vinhos portugueses conquistam, ano após ano, uma notoriedade cada vez maior junto do mercado internacional. A área limitada, em virtude do país ser consideravelmente mais pequeno do que grandes produtores como França, Itália, Estados Unidos da América ou Austrália, empresta uma singularidade muito própria aos vinhos produzidos em Portugal que se distinguem, não pelo volume, mas pela especificidade das castas e as características únicas do terroir.


O master sommelier, João Pires, define Portugal como um “Boutique Wine Country”, ou seja, é um país que não trabalha nem se distingue pela quantidade, mas pela qualidade, pela singularidade e pelas características diferenciadoras que os vinhos nacionais apresentam ao consumidor.


A produção vitivinícola em Portugal remonta a milhares de anos. Recentemente, o fenómeno do enoturismo surgiu e começou a crescer porque, de certa forma, era necessário exponenciar a experiência para além da produção de vinhos propriamente dita. Só assim, com uma abordagem mais integrada e complementar, Portugal poderia aumentar o valor dos seus vinhos e promover o setor do turismo.


Neste sentido, o Turismo de Portugal desenvolveu o Plano de Ação para o Enoturismo 2019 – 2021 que procura “potenciar o cross-selling entre vinho e turismo”, “contribuir para a estruturação e valorização de destinos e rotas de enoturismo” e “identificar e operacionalizar projetos que permitam qualificar, valorizar e projetar o enorturismo nacional”.


A necessidade de interligar as áreas da produção vitivinícola e do turismo é imperativa para que o fenómeno do enoturismo seja uma mais-valia para o desenvolvimento dos setores agrícola e turístico. “É necessário definir exatamente o que é o conceito de enoturismo e este não deve ser visto apenas como uma prova de vinhos numa adega. Ao invés, ao enoturismo devem ser atribuídos três pilares que se complementam harmoniosamente: gastronomia, vinho e hotelaria”, explica o responsável pela área do enoturismo na Herdade da Malhadinha Nova, Martim Aleixo.


A Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre procura, através dos seus planos curriculares, contribuir para a formação de profissionais capazes de prestar um serviço de excelência, não só com a transmissão de conhecimentos técnicos, como com a disponibilização de informação para que possam perceber e compreender os fenómenos e os processos associados à restauração, à gastronomia, mas também à forma como o vinho é produzido.


É, deste modo, que a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre procura acompanhar de perto a evolução do setor do turismo. “Para além da formação prevista nos planos curriculares, a aposta da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre tem passado, nos últimos anos, por criar uma relação de proximidade entre os alunos e os projetos de enoturismo, promovendo, de forma regular, eventos de formação e divulgação que, normalmente, culminam em almoços ou jantares harmonizados, que permitem aos alunos ter uma experiência imersiva neste universo que liga a hotelaria aos vinhos e à gastronomia”, explicou o assessor técnico da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre.


Para interligar do melhor modo os pilares mencionados por Martim Aleixo, gastronomia, vinho e hotelaria, a aposta em profissionais com formação é essencial. Porque, por um lado, num projeto como aquele em que está envolvido, é imperativo “mostrar a paixão por este mundo e por todas diversas vertentes a ele associadas: o vinho, a vinha, envolvência da vinha, o montado, as castas, a criação animal, o respeito pela natureza, as tradições, os saberes populares”, afirma. Mas para que isso se concretize de uma forma eficaz, a “formação dos profissionais da área ajudará em muito a chegada do objetivo pretendido”. Martim Aleixo explica: “um vinho bom poderá ser ainda melhor se o conseguirmos entender, explicar e vender. O mesmo acontece quando temos um vinho soberbo e um prato extremamente bem confecionado, mas os dois não conjugam, sendo necessário saber explicar o porquê e sugerir o wine pairing perfeito. Por outro lado, e graças ao galopante crescimento do interesse pelo mundo do vinho por parte do consumidor em geral, é comum os clientes fazerem bastantes perguntas sobre os métodos de produção de vinho, indo muitas vezes ao detalhe. Com o intuito de não defraudar a experiência de enoturismo, é da maior relevância que o interlocutor/anfitrião tenha conhecimento e interesse pelos métodos de viticultura e enologia do produtor em específico e, também, em termos genéricos.”


Excelentes exemplos da forma integrada como os projetos de enoturismo e as escolas do Turismo de Portugal cooperam são Andriy Pokryshko (chefe de Sala na Herdade da Malhadinha), Francisco Meira (chefe de sala e escanção no Tivoli Carvoeiro), Gonçalo Pires (escanção no Torre de Palma Wine Hotel) e Marta Dores (escanção no Grand House Algarve). Antigos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, são, hoje, profissionais que envolvem os mundos da restauração e da produção vitivinícola e contribuem para a experiência completa.


A Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre apresenta uma oferta formativa concreta e que responde às necessidades do setor, em particular na área de enoturismo. Além dos cursos de Técnico(a) de Cozinha e Pastelaria e Técnico(a) de Restaurante/Bar, apresenta cursos de especialização tecnológica em gestão. São os casos de Gestão Hoteleira e Alojamento, Gestão e Produção de Cozinha e Gestão de Restauração e Bebidas.


Saiba mais sobre a Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre nesta ligação ou envie um email.

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