Publicado em

3 de Junho de 2022

Escola do Turismo de Portugal //

Douro - Lamego

Nós: quem somos e o que fazemos

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A importância das nossas ações no que fazemos

Nos últimos anos o termo soft skills está muito em uso em todas as áreas profissionais. A área do Turismo e da Hotelaria, não é exceção. Sendo um sector da nossa sociedade em franco crescimento, cada vez mais as unidades hoteleiras procuram profissionais com competências pessoais válidas, ou seja, que saibam controlar as suas emoções, que gozem de atitude positiva, possuam capacidade de adaptação, sejam proactivos, que detenham espírito de equipa, saibam manter um bom relacionamento interpessoal e que tenham capacidade de resolução de problemas, entre muitos outros.

Mas então onde se ensinam e/ou onde podemos aprender/adquirir essas competências? Em casa? Na escola? Na vida social? Bom, a bem da verdade, em todo lado uma vez que todos nós somos produto do que vivenciamos, do local onde nascemos e vivemos e das pessoas com quem convivemos. Contudo, somos também resultado da nossa personalidade, que pode potenciar, ou não, as nossas competências.


Porque é tão importante na nossa vida profissional desenvolver ou aprimorar aquilo que somos? Porque tudo o que fazemos produz efeito e causa impacto em nós e nos outros, isto, aquilo que nós somos reflete-se naquilo que fazemos e nos resultados que alcançamos. Ao desenvolvermos as nossas competências pessoais estamos não só a crescer a nível profissional, mas também a nível pessoal.

E agora perguntam-se:  Então e as hard skills, ou, dizendo de outra forma as competências técnicas? Não são importantes? Claro que sim… um cozinheiro que sabe como transformar a matéria-prima, um pasteleiro que que nos adoça o palato, um rececionista que faz uma reserva, realiza um check-in de um modo rápido e eficiente ou um empregado de mesa que sabe como servir o cliente, abrir uma garrafa de vinho a fogo de forma excecional…… não são estas competências essenciais? Sim, claro que sim, mas sozinhas não constroem um bom profissional. Pensem comigo… se todos eles tiverem falta de confiança, empatia, improviso, iniciativa, postura, comunicação, prontidão,  concentração,  controlo emocional, autonomia, serão os melhores profissionais? A resposta a meu ver é: não!

Correr sem saber exatamente onde estou, para onde vou e onde quero chegar pode corresponder a uma queda de um enorme precipício. O autoconhecimento é fundamental para traçar estratégias, definir rumos e alcançar resultados. Precisamos de aprender a auto avaliarmo-nos, para determinar a nossa personalidade e de que modo os nossos pontos fortes e fracos podem e vão influenciar o nosso percurso.

Em jeito de conclusão, então o que faz um bom profissional? No meu entender, um bom profissional é aquele que combina os conhecimentos técnicos com competências pessoais, as soft skills com as hard skills. A união das duas é o caminho para o sucesso. 

Termino com uma citação que resume tudo o que foi referido anteriormente:

Hard skills can get the job done. Soft skills make the difference between a job that gets done exceedingly well.

Autor: Catarina Vaz
Formadora das áreas de Educação Física, Expressões Artísticas e Desenvolvimento Pessoal na Escola de Hotelaria e Turismo do Douro-Lamego

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