Publicado em

16 de Setembro de 2022

Escola do Turismo de Portugal //

Porto

Vegetarianismo: um compromisso para a sustentabilidade

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O vegetarianismo, e as suas diferentes dimensões (mais ou menos consumidoras de proteína animal) é reconhecido pela grande maioria dos profissionais de saúde, e felizmente por grande parte da população, como uma dieta que contribui de forma efetiva para a longevidade e bem-estar das pessoas.

Porém, apesar do referido reconhecimento, as alterações verificadas nos últimos anos ao nível dos hábitos alimentares, nomeadamente dos países desenvolvidos, têm ficado aquém do desejado! Aliás, de acordo, por exemplo, com o artigo de Godfray et al. (2018) intitulado “Consumo de carne, saúde e ambiente” , revela por exemplo que “o consumo de carne está a aumentar anualmente à medida que as populações humanas crescem… tendência, que tem grandes consequências negativas para a utilização da terra e da água e para as alterações ambientais” .

Por outras palavras, e apesar da crescente alteração em curso para comportamentos alimentares mais saudáveis e sustentáveis por parte da população mundial, o consumo de carne também continua a aumentar!...

Mais um passo na direção certa
Enquanto entidade promotora da mudança positiva e das boas práticas, transversais ao setor sob a sua tutela, o Turismo de Portugal nomeadamente através das suas escolas do Porto e de Lisboa, lança em parceria com a AVP – Associação Vegetariana Portuguesa e especialistas altamente qualificados nas suas respetivas áreas de especialização, um novo Curso de Cozinha de Base Vegetal (ou Vegetariana).

Com esta iniciativa, o Turismo de Portugal e a AVP – Associação Vegetariana Portuguesa, pretendem capacitar profissionais e todos os interessados por esta nova direção alimentar, que todos devemos de interiorizar e implementar, com o objetivo de contribuir para melhores índices de saúde individual e melhores índices de qualidade ambiental, através da promoção da mudança de paradigma alimentar. Ao reduzirmos, mesmo que parcialmente, a quantidade de carne que ingerimos, nomeadamente vermelha, estaremos a contribuir de forma efetiva para o bem-estar das nossas famílias e, ao mesmo tempo, a reduzir a nossa pegada ecológica, contribuindo, a partir da nossa mesa e de forma tão simples, para o combate às alterações climáticas!

Estratégias e impactos positivos adicionais
Apesar do curso de Cozinha de Base Vegetal se concentrar, obviamente, no desenvolvimento de competências de natureza mais técnica e mesmo nutricional em torno de variados ingredientes e combinações de origem vegetal, também serão abordadas opções estratégicas que contribuirão, se aplicadas, para uma sustentabilidade mais abrangente, não só ambiental, mas também orçamental, familiar ou empresarial.

“Cozinha quilómetro zero” ou “desperdício zero” são duas opções estratégicas que devemos ter em conta sempre que “desenhamos” os nossos menus, sejam eles domésticos ou profissionais.

A primeira opção, pode efetivamente ser levada à letra ou, em alternativa, com uma ligeira margem de erro. Entenda-se: podemos cultivar as nossas próprias matérias-primas (em nossas casas ou nos nossos restaurantes) ou adquirir produtos junto de produtores locais. Apesar de não ser literalmente “quilómetro zero”, é certamente uma opção realista com os impactos ambientais positivos referidos anteriormente.

Adicionalmente, importa referir que quanto maior for a compra de produtos sazonais locais ou regionais, maior será o contributo para a melhoria e aumento da robustez do respetivo ambiente económico, através do aumento do número de trocas comerciais e do poder de compra das populações.

Quanto ao “desperdício zero” implica o aproveitamento máximo dos ingredientes ou matérias-primas que utilizamos na confeção das variadas iguarias o que, certamente, terá um impacto positivo a nível orçamental… Da utilização de sobras para a preparação de molhos ao fritar de cascas de babatas para consumo, são variadas as possibilidades!

A proverbial cereja no topo do bolo
Para ajudar neste processo de mudança de paradigma alimentar, importa salientar que ao longo do referido curso, os formandos desenvolverão competências de adaptação de receitas tradicionais, aplicando noções teóricas de equilíbrio na composição.

Por outras palavras, esqueçam uma cozinha vegetal com pouco sabor, como nos primórdios dos restaurantes especializados se verificava, e deem as boas-vindas a iguarias tradicionais, vegetarianas ricas em sabor!

Mais que uma tendência, a cozinha de base vegetal é a direção de natureza gastronómica que devemos seguir para um presente e futuro mais saudáveis e para um planeta mais sustentável.

Todos os interessados neste curso de Cozinha de Base Vegetal, com início agendado para outubro, podem aceder a mais informações e inscreverem-se na Academia Digital do Turismo de Portugal.

Fonte: https://www.science.org/doi/abs/10.1126/science.aam5324
Tradução: livre.

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