Turismo de Portugal participa em debate sobre balanço do Projeto Impulso 2025
A formadora Filipa Calhôa, da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, participou, em representação do Turismo de Portugal, no episódio mais recente do programa "Conversas Abertas na Universidade", dedicado ao balanço do Projeto Impulso 2025.
Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o Projeto Impulso 2025 teve como principal objetivo reforçar a qualificação e requalificação de adultos, promover a aprendizagem ao longo da vida e desenvolver ofertas formativas flexíveis e alinhadas com as necessidades do mercado de trabalho.
Enquanto parceiro estratégico da iniciativa, o Turismo de Portugal colaborou com a Universidade Aberta no desenvolvimento de diversas microcredenciais, abrangendo áreas como o turismo sustentável, as ferramentas digitais e o português língua não materna aplicado ao turismo.
Durante a conversa, Filipa Calhôa recordou o início da colaboração entre as duas entidades, sublinhando que "percebemos logo que ia ser uma parceria de sucesso". A responsável destacou ainda que o formato e-learning representou uma oportunidade para responder a necessidades concretas do setor, permitindo ultrapassar algumas limitações associadas à formação presencial.
Na definição da oferta formativa, o Turismo de Portugal procurou identificar as áreas mais relevantes para os profissionais. "Nós identificámos a sustentabilidade, identificámos o digital e também identificámos aqui o português língua não materna", explicou, referindo a crescente presença de profissionais estrangeiros no setor e a necessidade de apoiar a sua integração através da formação.
A flexibilidade das microcredenciais revelou-se um dos fatores diferenciadores do projeto. Segundo Filipa Calhôa, este modelo permitiu que os formandos pudessem "ter mais liberdade a nível do horário", uma vantagem particularmente importante numa atividade marcada por horários exigentes e variáveis. "Conseguimos chegar a mais pessoas", afirmou.
A procura pelas formações foi aumentando ao longo do projeto. "Nós sentimos que houve um crescente de procura", referiu a formadora, explicando que muitos profissionais descobriram pela primeira vez a possibilidade de frequentar formação especializada ao seu próprio ritmo. O reconhecimento da utilidade das competências adquiridas gerou também um forte efeito de recomendação entre colegas. "Este passa a palavra notou-se neste crescente de procura", destacou.
Entre os desafios identificados, Filipa Calhôa apontou a necessidade de manter os formandos motivados ao longo de percursos realizados integralmente à distância. "A principal dificuldade num modelo como este é continuar a motivar os formandos", afirmou, salientando o papel dos formadores no acompanhamento contínuo dos participantes e na promoção do seu envolvimento.
A responsável defendeu ainda a crescente importância da aprendizagem ao longo da vida num setor em constante transformação. "Basta aparecer o digital, basta aparecer novas dinâmicas", observou, acrescentando que muitos profissionais sentem hoje a necessidade de atualizar conhecimentos e adquirir novas competências para responder às exigências do mercado.
Além do impacto junto dos formandos, a parceria constituiu também uma oportunidade de aprendizagem para o próprio Turismo de Portugal. "Foi uma parceria extremamente valiosa", afirmou Filipa Calhôa, explicando que a experiência permitiu desenvolver competências na criação e gestão de formação em formato e-learning.
Face aos resultados alcançados, o Turismo de Portugal pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido com a Universidade Aberta. "O nosso objetivo é continuar", concluiu, reforçando a intenção de manter disponíveis estas formações através da Academia Digital do Turismo de Portugal e de explorar novas oportunidades de desenvolvimento de microcredenciais para o setor.
O episódio completo pode ser consultado no canal da Universidade Aberta no YouTube.