Alunos finalistas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste apresentaram Provas Finais de Curso
Os alunos finalistas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste apresentaram, nos dias 23 e 24 de junho, os seus trabalhos de final de Curso, as Provas de Avaliação de Competências em Turismo (PACT). Esta prova consiste na demonstração formal dos conhecimentos, aptidões e competências técnico-profissionais adquiridos ao longo de três anos de formação. No presente ano letivo 2025/2026, os alunos do Curso de “Técnico de Cozinha e Pastelaria”, desenvolveram projetos individuais com a orientação do Chefe Ricardo Ferreira e da professora Susana Maçãs que propuseram como tema geral “Da tradição à inovação, um caminho consciente”.
Tendo em vista o reforço de contacto e ligação com os principais responsáveis pelo desenvolvimento da Economia do Turismo na Região Oeste, o júri foi composto pela representante da AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal), Rosa Silva; representante do Turismo do Centro, Ilda Cruz; representante da AIRO (Associação Empresarial da Região Oeste), Sérgio Félix; presidente da ACCCRO (Associação Empresarial das Caldas da Rainha e Oeste), Marcos Pinto e Célia Antunes (assessora da direção da EHTO, na área do empreendedorismo). Contou ainda com o coordenador de curso chefe Ricardo Ferreira e com a orientadora educativa de turma e professora de Português Susana Maçãs.
Os projetos apresentados pelos alunos foram:
Afonso Marques idealizou o projeto “A tradição da matança do porco”, assente numa viagem às memórias familiares e numa pesquisa sobre os pratos típicos desta prática, propondo a criação de uma experiência turística com recriações inovadoras dessas receitas tradicionais.
Dária Sarafyniuk desenvolveu um conceito de restaurante de gastronomia ucraniana, inspirado nos 12 pratos da ceia de Natal do seu país, apresentando cada prato em três vertentes: passado, presente e futuro.
Eufélia Pereira apresentou um projeto de restaurante de fusão que cruza ingredientes e tradições de São Tomé e Príncipe e Portugal, valorizando as ligações históricas, culturais e gastronómicas entre ambos.
Filipa Malhoa criou o projeto “Sabores da Lagoa”, a partir de uma pesquisa sobre os recursos da Lagoa de Óbidos, propondo uma experiência turística e gastronómica centrada na valorização do território e na sustentabilidade.
Isabela Murno inspirou-se na tradição americana do Thanksgiving para desenvolver uma tarte que combina maçã de Alcobaça com ginja de Óbidos, resultando numa fusão entre culturas.
Luca Bairros apresentou o “Menu Baleal”, destacando os recursos endógenos da região, através de propostas como arroz de tinta de choco com lulas, camarões e couves grelhadas e com a criação de um licor de camarinha.
Martim Francisco desenvolveu o projeto “Matos Vinhas e tradição”, que consiste num pacote turístico centrado na experiência da vindima, incluindo a degustação de um menu onde se destacam os medalhões de lombo de novilho em redução de vinho tinto, puré de batata trufado e espargos grelhados.
Rafael Marques apresentou o projeto “Do sol nascente ao pôr do sol lusitano”, que propõe uma fusão entre a gastronomia japonesa e os produtos regionais portugueses, criando a sobremesa taiyaki de pera rocha e canela.
Rafaela Santos recuperou a tradição familiar da produção de enchidos, apresentando versões inovadoras como chouriço de brownie de chocolate e pinhão ou chouriço de cozido à portuguesa.
Rodolfo Pradiante inspirou-se no sonho de conhecer o Japão e na tradição familiar da produção de ginja para criar o projeto “Kioto & Óbidos”, com propostas como sushi com salmão, frutos e redução de ginja e soja.
Salvador Cardoso apresentou a marca “Temperal”, propondo a criação de um garum de atum como solução inovadora e sustentável, baseada no aproveitamento integral do peixe.
Santiago Costa, a partir da sua experiência como atleta, desenvolveu o projeto “Caixa Performance”, que consiste na criação de refeições ajustadas às necessidades nutricionais dos praticantes de desporto.
De acordo com Daniel Pinto, diretor da Escola, “ao longo das apresentações foram revelados projetos que evidenciam criatividade, inovação e uma forte ligação à identidade cultural e gastronómica, com propostas que cruzam tradição, sustentabilidade e experiência turística.
A sustentabilidade surgiu como um fio condutor em vários projetos, expressa na forma como os alunos exploraram recursos locais, repensaram o desperdício e integraram preocupações ambientais nas suas propostas. O futuro constrói-se assim, com coragem, visão e um propósito muito firme de fazer acontecer de forma diferenciada. Desejamos as maiores felicidades aos alunos e suas famílias e esperamos que tão rapidamente quanto possível estas boas ideias e projetos possam ser concretizados. A Escola estará sempre disponível para continuar a seguir, apoiar e ajudar os alunos nos seus percursos sociais e profissionais”.